Governo lança plano para eliminar tipo C da doença, que tem mais notificações

O Brasil registrou 40,1 mil casos novos de hepatites virais no ano passado, informou ontem o Ministério da Saúde. Comumente transmitida por água e alimentos contaminados, a do tipo A foi a que mais cresceu. Os casos mais que dobraram entre homens de 20 a 39 anos nos últimos anos também devido à transmissão por via sexual. Isso apesar de a hepatite A ser possível de prevenir com vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), oferecida no Calendário Nacional de Vacinação para crianças a partir de 15 meses a 5 anos de idade incompletos, mas em São Paulo, por exemplo, também para homens que fazem sexo com homens.

Apesar do rápido crescimento da hepatite A, a do tipo C ainda concentra o maior número de notificações. Foram 24,4 mil registradas no ano passado, elevando para 331,8 mil o número de pessoas com a doença no país desde a década de 1990.

Também transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos perfurocortantes, a hepatite C acomete principalmente adultos com mais de 40 anos.

MUITOS DOENTES DESCONHECEM

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 1 milhão de brasileiros, ou 0,71% da população do país, tiveram contato com o vírus da hepatite C, para qual o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento com mais de 90% de chance de cura. Foram 76,5 mil atendimentos desde 2015. O problema é que muitas destas pessoas, mesmo diagnosticadas, não estão em tratamento, e outras tantas sequer sabem que têm o vírus.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde criou um plano para eliminar a hepatite C no Brasil até 2030. Em iniciativa conjunta com estados e municípios, a pasta informou que pretende simplificar o diagnóstico, ampliar a testagem e fortalecer o atendimento às vítimas de hepatites virais no país. ESTABILIDADE DO TIPO B Já a incidência de hepatite B apresenta pouca variação nos últimos anos, apontam os boletins epidemiológicos. Foram 14,7 mil casos em 2016 e 13,4 mil em 2017. A transmissão da hepatite B se dá por meio de sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos perfurocortantes e da mãe para o feto no útero ou o recém-nascido no parto, num processo conhecido como transmissão vertical. Pouco mais de 31 mil pacientes estão em tratamento atualmente. A vacina para hepatite B também está disponível no SUS, para crianças e adultos.

Referência: O Globo

Fonte: Capitólio Consulting 

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